domingo, março 09, 2008

O jornalista Edgard Mello Filho escreve sobre as voltas que deu em Interlagos ao contrário com Ayrton Senna.

Saudades...

O jornalista Edgard Mello Filho volta ao Grande Prêmio nesta quarta-feira (25) com uma coluna clássica, intitulada "Saudades...", sobre as voltas que deu em Interlagos ao contrário com Ayrton Senna.
Estava na minha sala no autódromo quando o celular tocou. Era o chefe.
"Tudo bem aí?"
"Tudo, chefe, o que manda?"
"Seguinte, preciso ver algumas coisas aí. Preciso dar uma olhada porque o belga (Roland Bruynseraede, o Charlie Whiting da época) vai chiar, vai ter que mexer no Berger e no Mergulho."
"Você vem com o Esquilo e vamos dar uma volta com a Onça."
Onça era um Opalão quatro cilindros, preto, quatro portas. Um coitado. Ele estava caindo de podre e graças ao querido amigo Paulo Taliba consegui pegar o carro para o autódromo num rolo inacreditável entre departamentos. E acredite se quiser: o chefe se divertia muito guiando a Onça. Uma vez, duas ou três semanas antes do GP do Brasil de 1994, ele me ligou e disse: "Vou aí dar uma repassada nas obras, faz o shakedown do Onça".
O shakedown era colocar 42 libras nos pneus dianteiros e 39 nos traseiros (aliás, as únicas coisas novas do carro, presente dos bons amigos da Pirelli, quatro radiais 185 nos trinques), além de checar o arame da porta dianteira direita para ver se estava firme sem ataques de ferrugem.
Ele ria muito e nos divertíamos, principalmente quando eu, para dar um tempero, imitava o locutor da TV e narrava as voltas contra um imaginário piloto de pequena estatura e nariz enorme, docemente apelidado de "Narizinho". E um grande urso inglês chamado "Roaaarrr", com suas luvas uma de cada cor, vermelha na mão direita e azul na mão esquerda. Um canhão, rapidíssimo. Daqueles tipos que você acabava até gostando. A gozação em cima de "Roaarr" é que demorava um pouco para cair a ficha dele.
Deixei a Onça pronta, mas aquele dia seria especial. Ele chegou por volta das 17h20, com uma
Perua Audi S2. X-tudo. Turbo, cinco cilindros, jogada no chão, aquelas rodas absurdas. Aquele barulho metálico ardido de motor bravo (as BMWs também têm esse barulho característico de isca, pega).
Sentei no lado direito, passei o cinto e já cutuquei: "Isso aqui anda ou é para ir à missa?"
"Por quê?"
"Nada, só estou perguntando."
Entramos pelo portão de cima mesmo e viramos à direita, rumo ao "S" com o nome dele. No começo da descida, paramos. Ele ficou olhando para a brita. Não perdi a viagem: "Está lembrando do esparramo que o teu parceiro made in USA (Andrettinho) fez na largada do GP desse ano, aqui?"
"Isso acontece", desconversou.
Na saída da segunda perna, ele contou: "Aqui foi a primeira vez que a luz de pressão de óleo acendeu no final do GP do Brasil. Eu vi de relance e fiquei imaginando se não tinha sido impressão. Me preparei para olhar na outra volta e a tensão aumentou porque eu estava controlando o Damon e o alemão que vinham atrás. Eu estava muito ligado neles porque o Damon usava aquele carro de outro planeta e o alemão tinha aqueles cavalinhos a mais que o meu motor, por estar usando uma série à frente".
Perguntei, seco: "Não tem jeito de mexer neste contrato da Benetton com a Ford?". A resposta foi meio desanimadora: "O Ron está tentando, mas não vai ser fácil, o Flavio (Briatore) está marcando em cima".
Foi a deixa para matar a curiosidade: "Além da distribuição pneumática, tem mais alguma coisa na usina, não tem?", perguntei. A confirmação veio, como sempre, discreta: "É, tem algumas coisinhas". Emendei para não perder o momento: "Quantos cavalinhos o motor do alemão tem a mais tem a mais que o teu?" Ele, como sempre modesto, respondeu: "Um pouco". Cheguei junto, agora é a hora: "Um pouco quanto? Uns 90 hp?". Estava difícil tirar informação do homem. "Não, menos", falou. Resolvi forçar mais um pouco, já perto do limite: "70? Fala aí!" Ele manteve a guarda alta: "Não sei".
Agora vou cutucar para tirar o cidadão do sério e arriscar o meu pescoço: "Senhoras e senhores, estamos entrevistando um piloto de F-1 que não sabe quantos cavalos tem o seu motor, é espantoso!"
Foi o tempo de encolher o pescoço e levantar os ombros. O que veio a seguir foi em três idiomas: português, inglês e sou capaz de jurar que alguma coisa em japonês: "Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii" (censurado). Ficou piiiiiiiiii da vida.
Senti que poderia ser o momento e mandei uma paralela: "Não apela, vou chutar 40 a 45 burritos a mais". Silêncio, deu até para ouvir um pouquinho do CD do Phill Collins. Armou um bico e completou com um muxoxo: "Hummm, por aí".
Precisei dar uma descontraída no ambiente: "Respeitável público, além de perder o lugar para o anão na Williams, ainda guia corrida a corrida com 40 cavalitos a menos no motor!"
A seguir, momentos de uma leve baixaria e muita risada. Quando estávamos no final da Descida do Lago, já apontado para a subida do Laranjinha, o chefe veio com mais uma: "Essa saída do Lago me preocupa, se der uma escapada em pêndulo, com chicotada ao contrário, vai bater feio, precisava dar um jeito de mexer aqui".
Rebati: "Já pedi para os engenheiros da Emurb darem uma olhada no que é que dá para fazer. Aqui tem um complicômetro, chefia: a confluência dos lagos. A única saída de emergência é colocar o guard-rail mais próximo da pista para não deixar ganhar velocidade na hora que esparramar. O problema, chefe, é a hora que der uma pregada bem caprichada do lado esquerdo. A lâmina vai devolver e o "elemento" vai cruzar a pista de volta para o lado direito. Precisa ver se não pega ninguém, nenhum anu errante no contrapé da biaba".
Ele me deu uma olhada, armou uma risada de canto de boca, e conferiu: "Elemento, anu errante, contrapé da biaba?"
Devolvi bem curta: "Chefia, você entendeu, não estica".
Quando chegamos ao cotovelo - ou Bico de Pato -, ele comentou: "Aqui acendeu de novo a luz da pressão e desta vez eu vi e envelheci. Só me faltava esta, estava no final da prova. Na África do Sul devia ter chovido 15 voltas antes, e aqui, essa?! Ainda bem que o motor, que já tinha dado umas amarradas nas voltas atrás do safety-car, aguentou, já estava uma barra e agora a FISA ainda me penalizando não sei até agora por que. Fiquei um tempão atrás do Erik (Comas, que foi o rei do ventilador no GP, pois arrumou time pênalti para todo mundo) e, quando ele tirou o pé e me mandou passar, os caras me deram o pênalti".
(N.R.: túnel do tempo, forward: Montoya, tá vendo como é coisa antiga? Aposto que são os mesmos daquela época. Aliás, para mim esta turminha já vem daquele escândalo do Japão. Túnel do tempo, rewind.)
Subimos a Junção e, no final do Café, ele diminuiu. Levou a X-tudo para o lado direito, deu uma provocada para o lado esquerdo e chamou o freio de mão. Currupeio perfeito. Viramos 180º e já estávamos voltando para o Café, iniciando a descida para Junção. Pensei: acho que é agora, vou atiçar.
"Respeitável público, no espetáculo de hoje teremos Don Becon e sua peruazinha", brinquei.
Peruazinha foi a palavra mágica. Cutuquei a fera com vara curtíssima. "Você vai ver o que isso anda".
Infernizei: "É bom mesmo, porque os caras da BMW estiveram aqui na semana passada e eu executei uma M3. Achei que anda muito, por isso estou achando isso aqui meio lerdo". Aí o homem pegou no breu: "Então vamos ver quanto vira nesta pista ao contrário, você tem idéia?", perguntou. Pensei comigo: "Consegui incendiar a fera..."
Completei jogando mais um pouco de gasolina: "Não sei, mas vou abrir o relógio e navegar. Atenção, Siviero para Biasion, Junção à direita, freada forte e quarta, pé embaixo".
A partir deste momento foi só pintura. Adrenalina pura, movimentos precisos, derrapagens controladas, controle absoluto, um conjunto de ordens e contra-ordens que a S2 obedecia docilmente, como que sabendo quem manda, quem é o dono. O carro não ia para onde queria, e sim para onde "ele" queria e colocava. O cheiro de borracha queimada já era forte dentro do habitáculo.
Começando a subir o Mergulho, mandei: "Pironnen para Kankkunen, direita de alta, quarta, pé embaixo". Quando ia avisar do Bico de Pato, o cotovelo tinha chegado. O problema é que saímos meio atravessados para o lado contrário da curva que era para a esquerda (nós estávamos andando ao contrário). Nos últimos metros antes de passar do ponto e com um improviso espírita, ele "inventou" um pêndulo que, sinceramente, não sei onde ele foi buscar. Absurdo, já todo torto, ele deu uma provocadinha e a barata entrou na dele, ameaçou voltar, eu só ouvi ele dizer: "Te peguei!".
A partir daí foi mais ou menos assim. Na pequena balançada da direita para a esquerda, ele percebeu antes e pendurou nos alicates (ABS). O barulho lá embaixo na frente era característico: "Cram... Cram... Cram..." Tradução: não vai travar.
Quando a frente ameaçou entrar, ou melhor, quando a traseira ameaçou soltar, eu só ouvi um "rrrrrrrrrrrrrrrriiiiiippp". Freio de mão puxado, ni qui travou o eixo lá atrás, foi-se a traseira. Quando ela foi, assinou a sentença de execução do carro. O torpedo como um todo começou a contornar, girando sobre um eixo imaginário bem no meio do carro, fazendo uma meia lua, até chegar perto da metade da entrada do Bico de Pato.
Não sei se vocês estão percebendo a magia da manobra. Até aí, ele só vinha trabalhando com forças atuantes, sistema de freio em sequências de derrapagens controladas. Naquela sucessão de manobras, ele já vinha com a mão direita selecionando uma marcha adequada para a saída.
A curva que era para ter passado, não passou. Nós estávamos dentro dela, quase apontados para a saída, com a marcha ideal selecionada e a plataforma motriz em stand-by esperando a vez dela. Chegou. Lembro que bati os olhos no velocímetro estávamos entre 95 e 105 km/h. Aquele era o ponto. O pé direito dele foi junto com o meu berro: "Dá-lhe gás!". Naquele momento eu relembrei a ira dos deuses enfurecidos e a brutal potência da usina turbocomprimida da casa de Ingolstadt. Absurdo, absurdo, eu não conseguia definir se era castigo do céu ou coice de mula: com as costas coladas no banco, via a S2 seguir uma trajetória muito bem definida a caminho do Pinheirinho.
Sem deixar cair a peteca, emendei: "Kivimavi para Allen, terceira marcha cravado sem tirar o pé".
Mas sempre tem um mas. Quando ele apontou puxando para a direita, o foguete empurrou um pouquinho à frente, ameaçando alargar a trajetória. Junto com a tentativa de reação, ele imediatamente telegrafou o acelerador, fazendo a traseira escorregar e ficar mais ou menos a uns 15º apontada para o lado de dentro da curva. Era tudo o que ele queria para chamar potência no acelerador. Fizemos o Pinheirinho e o "S" (antigo) em dois pêndulos.
Quando chegamos perto da zebra saindo do "S" e a caminho do Laranjinha (só relembrando que estamos andando ao contrário na pista), comentei: "Nossa o que é no chão esse torpedo! O que fala essa usina e uma estupidez!". Ele completou "Você vai ver nas de alta".
Ao ouvir aquilo fiz uma reflexão: "Senhor, vou testemunhar a verdade, vou conhecer de perto o toque divino de um dos eleitos". O motor urrando, o turbo descarregando, a velocidade crescendo, o Laranjinha, a Subida do Lago velocíssima com freada forte para a segunda perna na entrada da reta a caminho do Berger. Todo o Berger à direita (nós estamos andando ao contrário). O pêndulo veloz direita-esquerda para subir o "S" dele. E mais, a encardida chegada da Junção morro abaixo, quinta a pleno.
Não teria como descrever para vocês, não encontraria palavras. São sensações que você sente quando por exemplo entra num Louvre e descobre nomes como Leonardo da Vinci, Raffaello, Sanzio, Michelangelo, Merisi, Rembrandt, Harmensz. Ou quando ouve Antonio Vivaldi, Franz Schubert, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig von Beethoven, Johann Sebastian Bach ou mesmo uma "Rhapsody in Blue", de Gershwin.
Quando você percebe que está com alguém que faz parte desta lista dos "eleitos", como os citados acima, você se sente especial. Você vive um pequeno momento especial, que você vai levar para o resto da sua vida sem esquecer um detalhe.
Poesia ou não, sempre tive a impressão que Deus manda uns caras aqui na Terra para mostrar como Ele faz as coisas.
Mas, Edgard, não dá para contar?
Desculpe, não dá. Eu não tenho como descrever reações, comportamentos, atitudes, antecipações, acima de 200 km/h. Você simplesmente fica olhando sem querer perder nada.
É isso.
Não dá para contar, é uma coisa sua, como foi de Gagarin, Carpenter, Armstrong e Buz Aldrin. Como você quer ver tudo e não perder nada, alguma coisa você registra. O resto, você absorve. Acho que demos umas oito voltas, depois da terceira virou rotina, conversamos, demos risada, eu xinguei a FISA (para variar)... O cheiro de borracha queimada não parou, nem diminuiu, nós é que acostumamos com ele. Lá pela sexta volta perguntei sobre Donington a resposta você já sabe. A "peruazinha" S2, um demônio, serve até para ir à feira, mas não leva desaforo para casa. Aquele motor não tem cavalos, tem búfalos enlouquecidos que, quando provocados, fazem desabar uma tormenta.
Perto do portão de saída, falei: "Me deixa aqui, vou andando até a minha sala. Falou, até mais, chefia".
Preocupado, me pediu: "Qualquer coisa, me liga. Se chegar algum pedido da FISA, me passa por fax".
Para não perder o costume, provoquei na saída: "Fica frio. Da próxima vez, vem com um A8, tá bom?"
Ele deu uma gargalhada e se perdeu no transito da Teotônio Vilela.
Fico imaginando que, para quem pudesse andar com Jim Clark, Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve, Jackie Stewart, Nelson Piquet e Michael Schumacher, a sensação deveria ser a mesma. Só sei que, lá pelas tantas, em casa, já na madrugada, olhei para o relógio e vi que o cronômetro ainda estava funcionando. Eu tinha esquecido de parar aquela volta que fiquei de marcar. Naquele momento, 1h30 da manhã, descobri que oito horas atrás eu tinha vivido uma aventura que ficaria na minha lembrança para o resto dos meus dias. Simplesmente ela se juntava a outras como o meu primeiro DKW de corrida, a minha primeira vitória com o Opala, a vitória nos "1000 Km de Brasília", a vitória nas "12 de Goiânia", a vitória no "Troféu José Carlos Pace" em Brasília, meu primeiro Campeonato Brasileiro de D3, o segundo, meu primeiro vôo num PA18 (todo mundo chamava de teco-teco).
Lembranças, memories, coisas que você não esquece mais.
Não sei se isso ajudou, mas por essa e outras experiências eu não tive nenhuma dúvida em ir para a frente das câmeras da TV Manchete naquele maio maldito e ficar berrando, durante oito ou nove horas, que podiam esconder todas as fitas que quisessem, mas ele não tinha errado. Alguma coisa tinha quebrado ou acontecido. Está bem, não discuto, tinha chegado a hora dele, ninguém foge dos desígnios de Deus. Mas ele foi de pé, como um grande campeão. Reduziu três marchas e freou. Quer mais consciência do que isso de uma situação de emergência?
Os números podem falar o que for, pouco me importa. Eu sou feito de emoção.
Nasci, vivi e vou morrer assim. A vida sem adrenalina simplesmente não tem graça. Jamais vou separar a emoção do coração. Por isso, onde você estiver:

— ACELERA, AYRTON. ACELERA, CAMPEÃO!

Edgard Mello Filho.

Propaganda do Civict Type R na Europa...Muito Boa vale esperar o video carregar!

sábado, março 01, 2008

Morre Boyd Coddington, rei dos 'hot rods'

O Protagonista do reality show 'American Hot Rod' morreu aos 63 anos.
Coddington criou o "Cadzilla", considerado uma obra-prima do design.

Foto: Da AP
Coddington se dedicava ao design e à mecânica do carro.
O rei dos hot rods (veículos customizados que mantêm a lataria de um carro antigo, mas com mecânica moderna), Boyd Coddington, morreu na manhã daa quarta-feira (27), nos Estados Unidos, aos 63 anos. A causa da morte não foi divulgada. Coddington era o protagonista do reality show “American Hot Rod” — apresentado no canal por assinatura Discovery Channel —, que retratava o dia-a-dia de sua oficina.
Boyd Coddington iniciou a carreira de customização de carros quando tinha 13 anos e criou um padrão de trabalho e criatividade com o popular “Cadzilla”, considerado uma obra-prima do design. A customização do carro foi baseada em um Cadilac ano 1950. Quem ficou com a obra de arte foi o astro de rock Billy Gibbons do grupo ZZ Top.
“Ele fez customizações que não foram feitas por mais ninguém. Mas o mais importante é que os carros que ele redesenhava continuavam a funcionar”, disse o diretor executivo do Museu Automotivo Petersen, em Los Angeles.
Coddington também era mecânico. Ele trabalhava na Disneyland durante o dia e consertava carros na garagem de casa durante a noite e aos fins de semana. As criações revolucionárias de Coddington atraiu a imaginação dos californianos malucos por carros e, assim, o rei dos hot rods começou as customizações e a fazer dinheiro.
Sempre vestido com camisas havaianas, Coddington dizia que amava seu reality show. “Os telespectadores são pessoas que viveram nas décadas de 1950, 1960 e 1970 e amavam esses carros. Agora, eles têm dinheiro”, disse em entrevista para a Associated Press em 2004.

Iron Maiden volta ao Brasil!

O Iron Maiden volta ao Brasil depois de quatro anos para um show apenas com músicas das décadas de 80 e 90.

O avião do Iron Maiden pousou na noite desta sexta-feira (29) no aeroporto de Guarulhos com o vocalista Bruce Dickinson no comando.
O grupo tem quase 40 anos de carreira. Setenta milhões de discos vendidos. A banda, que popularizou o heavy metal, reencontra os fãs brasileiros, responsáveis pelo maior público da história do Iron em apenas um show: 300 mil pessoas em 1985, no Rock in Rio 1.
A volta da banda ao Brasil é uma volta ao tempo. Desta vez, o Iron traz uma turnê só com revivals. Caça-níquel? Não para os fãs, que vão ouvir de novo as músicas dos discos de 82 a 88.
Nessa turnê, o Iron Maiden não viaja em vôos regulares. O avião que está vindo da Colômbia para São Paulo é só deles. Um boeing 757 pilotado pelo vocalista e comandante Bruce Dickinson. Como o vôo é particular, não aparece no painel da Infraero, mas existe um número usado para identificar a aeronave. O numero é 666, o numero da besta, nome de uma das músicas que fizeram a história do Iron Maiden e do heavy metal.
O avião personalizado chegou a São Paulo pouco antes das 20h desta sexta.
A banda seguiu direto pro hotel e foi lá que encontramos o vocalista Bruce Dickinson. Ele disse que há muitas explicações para o sucesso da turnê. Uma delas é a dedicação da banda.
“No palco, estamos 100% comprometidos com o show, poucas bandas hoje fazem isso”, diz ele.
Outro motivo é a sensação de ver o Iron Maiden ao vivo. “Você tem que estar lá. É alguma coisa que você não pode assistir no DVD ou no seu laptop”, afirma.
Ele promete um show ainda melhor do que aquele do Rock in Rio. “Na verdade, eu acho que esse vai ser melhor. Por uma coisa, eu acho que a gente toca melhor hoje. Nós fazemos um trabalho melhor com as nossas músicas”, completa.

Clássicos recentes dos games ganham novas versões em março!

Army of two (Xbox 360, PlayStation 3)

Foto: Divulgação
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'Army of two' leva ação cooperativa ao Xbox 360 e PlayStation 3 (Foto: Divulgação)

O "exército de dois homens" da Electronic Arts aposta na ação cooperativa para renovar os jogos de tiro. Os dois heróis avançam juntos pelas fases - e um deles pode ser controlado pelo computador se você não tiver com quem jogar.

A união faz em força em diversas situações: desde dar cobertura ao companheiro até ajudá-lo a subir em plataformas de difícil acesso.

Lançamento: 6 de março

Bully: scholarship edition (Xbox 360, Wii)
Foto: Divulgação
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Jimmy vai enfrentar mais do que provas de matemática na escola (Foto: Divulgação)

Depois de sobreviver ao ano letivo da Bullworth Academy no PlayStation 2, Jimmy Hopkins tem pela frente novas missões no Xbox 360 e no Wii.

O "garoto problema" vai conquistar garotas, enganar valentões, conquistar amizades e, claro, tirar boas notas nas aulas.

Não é um jogo inteiramente novo, mas é fundamental para quem não conhece a primeira versão.

Lançamento: 8 de março


Final fantasy crystal chronicles: ring of fates (DS)
Foto: Divulgação
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'Ring of Fates' permite até quatro jogadores no portátil DS da Nintendo (Foto: Divulgação)

Espécie de reencarnação da versão de GameCube, "Ring of fates" pode ser uma boa introdução ao vasto universo da série "Final Fantasy".

O destaque são as partidas cooperativas para vários jogadores: até quatro pessoas podem participar da mesma aventura pela conexão sem fio do portátil DS.

Lançamento: 25 de março

God of war: chains of Olympus (PSP)
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O espartano Kratos estréia no PSP depois de fazer história no PlayStation 2 (Foto: Divulgação)

A mitologia grega já foi explorada nas duas versões de "God of war" no PS2, mas ainda existe material inédito para justificar a cruzada brutal do espartano Kratos.

"Chains of Olympus" deve repetir com sucesso a fórmula de combates emocionantes + grandes seqüências de golpes. É tudo de que o portátil da Sony precisava.

Lançamento: 4 de março

Okami (Wii)
Foto: Divulgação
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'Okami' vai aproveitar os controles especiais do Wii(Foto: Divulgação)

"Okami" vai levar ao Wii lendas japonesas que acompanham um visual único já consagrado no PS2. A diferença, aqui, é o controle sem fio da Nintendo, que vai permitir que o jogador execute de maneira mais intuitiva os golpes que rasgam os inimigos - sem sangue, com muito estilo.

Complicado vai ser acompanhar a história, novamente repleta de "cenas com diálogos infinitos".

Lançamento: 25 de março


Pro evolution soccer 2008 (multiplataforma)
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Cristiano Ronaldo em partida de 'Pro evolution soccer 2008' (Foto: Divulgação)

Não se engane: trata-se da série "Winning eleven", que mudou definitivamente de nome.

"PES 2008" já foi lançado na Europa e no Japão no final de 2007, mas só agora chega aos Estados Unidos.

Apesar de "melhorar o que já era bom", a Konami não conseguiu um resultado tão surpreendente - principalmente com a impressionante evolução de "Fifa 08" no Xbox 360 e PS3.

Lançamento: 18 de março

Rainbow Six Vegas 2 (PC, Xbox 360, PalyStation 3)
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Há algo de errado nos cassinos luxuosos de Las Vegas, mais uma vez (Foto: Divulgação)

O tiroteio tático em cassinos de Las Vegas compensou a falta de liberdade de ação com o ambiente luxuoso da "cidade do pecado".

A nova versão deve trazer novidades nos modos on-line e mais opções táticas para o jogador comandar sua equipe.

Como é regra em jogos com a assinatura de Tom Clancy, é sempre mais importante pensar antes e atirar depois.

Lançamento: 18 de março

Smash bros. brawl (Wii)
Foto: Divulgação
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Mario e Kirby são apenas alguns dos personagens de 'Smash bros brawl' (Foto: Divulgação)

É o fim da espera para os órfãos da série "Smash bros", que não tinham uma nova versão do jogo desde o GameCube.

No Wii, a arena virtual vai reunir os principais heróis da Nintendo e permitir batalhas on-line com até 4 jogadores.

A lista de personagens inclui Mario, Kirby, Link, Snake, Yoshi, Pikachu e até Sonic, o mascote da Sega.

Lançamento: 9 de março

domingo, janeiro 20, 2008

Honda Civic Type RR Experimental Spec



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O Honda Civic Type RR Experimental Spec é um protótipo feito pela Mugeb de uma possível versão melhorada do Type R japonês. Como pode-se ver nas fotos, a parte da frente do carro não está pintada para mostrar o parachoque de fibra de carbono e capô de alumínio. As outras melhorias incluem: maior curso dos pistões elevando a cilindrada para 2157cc e o estábulo para 260 hp. Este modelo ainda é um protótipo mas espera-se que entre em produção... no Japão. hehehehehehe!!!!!

"Carros japoneses são os mais confiáveis"

Os carros japoneses são os mais confiáveis, segundo uma pesquisa realizada pela maior empresa de certificação de qualidade da Alemanha, a TÜV SÜD Group.
Segundo o teste, publicado na revista Auto Bil, maior guia automobilístico do país, os modelos Mazda 3 e Mazda 2 registraram os menores índices de defeito em 2007, na categoria que avaliou os carros com um a três anos de uso.
O Porsche 911 encabeçou a lista dos melhores veículos na categoria dos quatro a cinco anos e o Toyota RAV4 ficou com a primeira posição na lista dos mais confiáveis entre os veículos com até sete anos de estrada.
O relatório analisou os resultados de testes realizados com sete milhões de carros dos 194 modelos mais populares da Alemanha.
O Kia Carnival foi considerado o pior carro em três categorias: 2 a 3 anos, 4 a 5 anos e 6 a 7 anos de uso.

O Renault Twingo encabeçou a lista dos piores com oito a nove anos de estrada