
Hoje estou falando do Lobini H1, o projeto nasceu em novembro de 1998, através da associação do empresário José Orlando Arrochela Lobo, do Eng. Fábio Birolini, daí a origem do curioso nome do esportivo. O objetivo desses sonhadores era projetar, desenvolver e construir o melhor veículo esportivo nacional já concebido, contando com os recursos existentes no país, com o talento humano do time que se formaria a partir daí e com o espírito empreendedor característico de projetos arrojados como este.O Projeto Lobini foi incorporando profissionais de destaque em suas áreas, envolvendo fornecedores de expressão internacional e ganhando desenvoltura junto aos setores onde o projeto foi apresentado. Mais que um negócio com grande expectativas de retorno comercial, a inspiração surgiu do desejo de escrever um capítulo especial no grande livro da história automobilística nacional, tendo o brasileiro orgulho de pilotar um autentico esportivo tupiniquim. O que esses sonhadores queriam era desenvolver o melhor veículo esportivo já fabricado no Brasil, com performance comparável aos esportivos importados de primeira linha, com características mecânicas e dinâmicas que privilegiem fundamentalmente o prazer de dirigir, dirigir não, pilotar porque o que se tem é uma caranga brasileira que não aceita desaforo, tanto que a fábrica ministra aulas de pilotagem aos felizes proprietários.
O carro vem com motor 1.8 turbo do Audi A3 de 180 cavalos e 23 kgfm de torque a 2.100 rpm, freios a disco nas quatro rodas, tração traseira e suspensões independentes. Segundo o fabricante, o Lobini é capaz de acelerar de
O conceito do Lobini é o mesmo dos "roadsters" ingleses, o H1 contou até com a participação do engenheiro inglês Graham Holmes no projeto. Com estrutura tubular de aço e motor 1.8 turbo faz sua relação/peso potência ser excelente, apenas 5,7 kg/cv, o suficiente para fazer o corpo colar no banco ao pisar fundo no pedal da direita, deixando claro que é feito para quem gosta de acelerar e está preparado para encarar embreagem dura, nenhum recurso eletrônico de correção, exceto o ABS, e baixa posição de dirigir. Que se dane, quem quer conforto compra uma Mercedes.
Se for considerado o preço de R$ 100 mil e o desempenho, o H1 é um "lobo solitário", já que os concorrentes importados custam bem mais caro. Um Audi TT Roadster não sai por menos de R$ 245 mil, o Mercedes SLK 200 Kompressor ultrapassa os R$ 190 mil e o Porsche Boxster chega perto dos R$ 250 mil. Apesar de ficar atrás desses alemães quando o assunto é prestígio, acabamento e nível de equipamentos, o esportivo brasileiro consegue andar junto deles nas pistas.
Imaginem a cena um Lobini dando luz alta a um desses alemães colocando do lado e passando...O proprietário do glamuroso esportivo importado voltando-se ao seu embasbacado carona e pergunta:
- Que carro é esse?
- Lobini...
- Qual será a fabrica dessa máquina...
-Deve ser um desses esportivos japoneses, responde o desavisado carona.