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quarta-feira, janeiro 03, 2007
Aniversariante, Michael compra "supercarro"
terça-feira, janeiro 02, 2007
NOSSOS DIAS MELHORES NUNCA VIRÃO?
Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.
Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".
Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.
Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também. Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.
E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.
sábado, dezembro 30, 2006
A "botinha" que o brasileiro aprendeu a amar!
O Uno é um daqueles casos em que não existe meio termo ou você o ama ou odeia a “botinha”, no meu caso, para os que me conhecem sabe do sentimento de carinho que tenho por esse carro, mas prometo aos meus leitores que serei imparcial. O Uno foi um carro que nasceu moderno, foi um sucesso de vendas durante um longo tempo, envelheceu e quando todos pensavam que ia acabar em virtude do surgimento do Palio, continuou e ainda se mantêm firme e forte no mercado. E olha que o Palio já mudou e o Uno praticamente continua o mesmo.
Lançado em agosto de 1984, como modelo 85, o Uno foi uma virada da Fiat na época, depois das dores de cabeça causada pelo 147 que havia causado estragos consideráveis, graças à péssima qualidade do produto. Tanto que até hoje a empresa amarga, injustamente, algumas seqüelas daquele período, como a fama de mecânica cara e difícil, além de problemas no câmbio. A realidade da empresa mudou.
O Uno, bem mais moderno e espaçoso, caiu no gosto do público de cara, embora também tenha enfrentado alguns percalços iniciais com o câmbio, suspensão e acabamento, em virtude da não adaptação com os “belos” terrenos brasileiros.
Inicialmente existiam as versões S, CS e SX, esta equipada com motor mais potente de
Em 1988 surge o esportivo R, com motor 1.5 e muitos apelos esportivo, como ponteira diferenciada, cintos de segurança vermelhos, porta malas em um tom de cinza fosco, faixas chamativas nas laterais, aros estilósos e avançados para a época. Em 90, é a vez do Mille, apelido que a FIAT tentou emplacar no Uno, sem sucesso, dificilmente você verá um dono de Mille que não o chame de Uno. Neste ano o “Uno Mille” marcou o nascimento dos carros populares no Brasil que ajudou a manter as vendas do carrinho firmes até hoje. Em 1989 surgem os Premio e Elba, de quatro portas, essa carro particular do então Presidente Collor, ressalte-se que tais modelos já eram produzidos para exportação. Em 1991 o Uno Mille passa a contar também com a versão Brio e a linha Uno com motorização mais potente recebe a nova frente, com grade redesenhada e faróis mais estreitos. Em 1992 o carro passa a ter catalisador, o que deu aquele som típico de uno, tendo em vista que a legislação de emissões de poluentes fica cada vez mais rígida e chegava ao Brasil a versão do Uno quatro portas feita na Argentina.
Em dezembro de 1992 vem o Mille Electronic, sem distribuidor que foi substituído por duas bobinas que faziam o papel do distribuidor, e muito bem, rendendo aplausos pelo avanço. Em março de 94 é lançado o Uno ELX, mais equipado, para combater o Corsa. Em 1994 todos os motores da Fiat, Uno inclusive, passam a contar com injeção de combustível. O Uno Turbo, com motor de
E é essa a história em curso desse pequeno notável, tendo em vista que ainda esta sendo fabricado, carro pelo qual nutro um carinho especial, para os que não gostam do ítalo-brasileiro, devem no mínimo respeitá-lo, como a própria propaganda do carrinho, protagonizada pela grande atriz Fernanda Montenegro dizia, “Respeito é bom e eu gosto”!
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Mulher colocou seu neto de um mês de idade em uma esteira de raio-X no Aeroporto!!!
Uma mulher colocou seu neto de um mês de idade em uma esteira de raio-X no Aeroporto Internacional de Los Angeles. A informação foi dada pelos seguranças do aeroporto nesta quarta-feira (27). A mulher, que falava pouco inglês e estava viajando para o México, colocou a criança na cesta de plástico em que estavam seus pertences para ser escaneada no raio-X. O incidente aconteceu na manhã de sábado (23) no aeroporto, que é um dos mais movimentados do mundo.
Os seguranças viram o bebê quando ele já estava passando pelo mecanismo de raio-X. Eles tiraram a cesta da esteira e imediatamente procuraram assistência médica para a criança, de acordo com o funcionário da administração de segurança de transportes Nico Melendez.
O bebê foi examinado num hospital local, que avaliou que ele não recebeu uma dose alta de radiação. "A mulher obviamente colocou o bebê na esteira por engano. Foi um incidente infeliz", disse Melendez.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
HOMEM QUE TRAÍA A ESPOSA RECEBE INDENIZAÇÃO DE 3 MILHÕES DE LIBRAS!!!
Um cristão devoto afirmou que um acidente de trabalho aumentou sua libido e destruiu seu casamento fazendo com que procurasse prostitutas e pornografia. Com isso, recebeu uma compensação por danos no valor de 3 milhões de libras (US$ 5,89 milhões) na última terça-feira (19).Stephen Tame, 29 anos, da cidade inglesa de Suffolk, alegou que sofreu ferimentos graves na cabeça por causa de uma queda, transformando-se de fiel recém-casado em uma pessoa "desinibida" que tinha dois casos extraconjugais.
Ele ficou em coma por dois meses depois de cair de uma estrutura suspensa quando trabalhava num armazém de bicicletas. Ele trabalhou no local por um curto período após seu casamento, em janeiro de 2002.
Os médicos disseram que foi um milagre ele ter sobrevivido, o que levou a um pagamento da indenização como forma de compensação, de acordo com o Supremo Tribunal Britânico. O juiz Michael Harris afirmou: "Sua vida e a vida de sua jovem esposa foram despedaçadas."
Seu antigo empregador, a empresa Professional Cycle Marketing, da cidade de Essex, argumentou que os ferimentos não foram tão graves quanto sugeriu o tribunal.
terça-feira, dezembro 26, 2006
CORREIO RUSSO TARDA 8 ANOS, MAS NÃO FALHA
MOSCOU - O correio russo começou a entregar 4,5 toneladas de cartas e pacotes que foram enviados aos Estados Unidos em 1999.
O serviço postal do estado russo afirma que não tem culpa no atraso, já que um contêiner com a correspondência ficou parado na Finlândia durante anos. As cartas só chegaram aos Estados Unidos no dia 8 de dezembro, quase 7 anos depois de terem sido enviadas.
"A perda de correspondência geralmente ocorre devido a desastres naturais, acidentes de tráfego e outros" disse um funcionário do correio russo, que procurou achar um lado positivo na história.
"Nesse caso, nada se perdeu. Toda correspondência ficou preservada porque o contêiner estava hermeticamente fechado."


